N° 13
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O Brasil produz inúmeras maravilhas e Inhotim é sem dúvida uma delas. Saindo de Belo Horizonte pela Rodovia Fernão Dias em direção a Brumadinho, a apenas 50 km da capital mineira, encontrei o meio ambiente fazendo arte. Como se não bastasse apreciar uma das maiores coleções botânicas do mundo em um dia de sol radiante, em Inhotim também desvendei um acervo de arte contemporânea reunindo artistas brasileiros, como os badalados Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Tunga e Adriana Varejão, além dos internacionais, como a colombiana Doris Salcedo, o dinamarquês Olafur Eliason, os argentinos Victor Gripo e Jorge Macchi, entre outros. Inhotim é um instituto cultural que abriga um complexo museulógico original em uma área de 45 hectares de jardins, galerias de arte e obras a céu aberto fazendo uma interação perfeita entre o meio ambiente e a arte contemporânea. O local ainda dispõe de salas de reunião e programas educativos sobre sustentabilidade ambiental, além de gastronomia contemporânea de qualidade em meio a uma paisagem diferenciada. O primeiro colaborador do Parque Tropical de Inhotim foi o mestre paisagista brasileiro Roberto Burle Marx (1909-1994). O acervo paisagístico e das coleções botânicas de Inhotim abrigam espécies tropicais ornamentais raras do Brasil e do mundo. Atualmente, as coleções botânicas, somadas, possuem cerca de 2100 espécies em sua maioria nativas e de ambientes tropicais. Com um acervo de, aproximadamente, 350 obras de mais de 80 artistas, a coleção de Inhotim tem foco na arte produzida internacionalmente nos anos 1960 até os nossos dias. Pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e instalações de renomados artistas brasileiros e internacionais são exibidos em galerias espalhadas pelo parque botânico. O parque apresenta alamedas e caminhos recheados de plantas, árvores e paisagismo bem cuidado. A gente se surpreende constantemente com os diversos ambientes que se criam e se revelam sucessivamente.